Ao primeiro relance sobre a mais recente criação da Fujifilm, a FinePix X100, é difícil evitar uma viagem no tempo até aos idos anos 60, tal a semelhança que a mais marcante novidade da última Photokina tem com os modelos da época. Será que os fabricantes voltaram a apostar nas câmaras com filme fotográfico?
Ao contrário de outro que se dedique à tomada de vistas em estúdio, um fotógrafo de paisagem está completamente dependente das condições de luz que, em determinado momento, lhe são oferecidas pela Mãe-Natureza. Isto não quer dizer que não possa, com arte e engenho, contornar muitas das dificuldades que uma luz desfavorável lhe venha a colocar.
Da Fotografia, sabemos tratar-se de uma actividade iminentemente visual. Nela, e de longe, o sentido da visão costuma ser o mais solicitado. É através dele que a mensagem - mais ou menos complexa - presente nas fotografias que observamos passa para dentro de nós. Apreendemo-la porque vemos. E interpretamo-la porque vemos de determinada forma; cada um de nós! E as diferentes interpretações daí resultantes advêm das diferentes formas de ver.
Será que o acto de fotografar é, em si, um crime? Em teoria, não! Mas a prática seguida pelas autoridades de alguns países, sobretudo no Reino Unido, parece anunciar para breve a "elevação" à categoria de actividade criminosa, o simples facto de apontar a máquina fotográfica seja em que direcção do espaço for. A paranóia instalada em torno do terrorismo, pedofilia, saúde e segurança total e absoluta, privacidade dos cidadãos - mesmo quando muitos destes fazem de tudo para dar nas vistas - tem vindo a resultar em crescente desconfiança relativamente aos fotógrafos, sem distinção entre amadores e profissionais.