As suas características técnicas, robustez mecânica, portabilidade e elevada qualidade das suas ópticas (sobretudo da Kodak Ektar 127 mm f:4.7) colocaram-na em praticamente todos os lugares onde a notícia acontecia e, por isso, não é de estranhar que fotografias famosas como as do desastre do dirigível Hidenburg, em 1937, ou da colocação da bandeira americana na ilha japonesa de Iwo Jima, em 1945, por Joe Rosenthal, tenham sido captadas com a Speed Graphic.
A versatilidade destas câmaras, porém, permitia a sua utilização em ambientes menos dramáticos como as bancadas dos estúdios de publicidade ou os enlaces matrimoniais, com resultados soberbos.
A focagem era efectuada opcionalmente por um telémetro de imagem partida, por uma escala existente na base da câmara ou directamente no despolido.
A desvantagem dos visores directos residia no facto de necessitarem máscaras apropriadas para as diferentes distâncias focais utilizadas. Estas condicionavam igualmente a sincronização do próprio telémetro.
Mas, uma das características mais interessantes desta câmara, produzida pela Graflex, de Rochester, era o facto de poder funcionar com dois obturadores: um, central, incorporado na própria objectiva, e outro, de plano focal, integrado no corpo da câmara, que permitia efectuar exposições entre 1/30” e 1/1000”, com um dispositivo de cortinas. A escolha entre os dois sistemas era efectuada por meio de um comutador mecânico existente na parte lateral da máquina.
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Joe Rosenthal utilizou uma Speed Graphic para registar a tomada de Iwo Jima, em 1945. |
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